Jornalista, Mestra em Estudos Literários pela UEL e Doutoranda em Letras pela mesma instituição, Layse também é jornalista freelancer e editora da Revista Casa de Colorir. A partir da tese nomeada “A Poética da Cura na Literatura de Autoria Feminina”, a escritora passou a ministrar oficinas literárias para junto de suas alunas investigarem e experienciarem o poder da poesia.


Jornalista e escritora lançou seu primeiro livro “RESPIRA” pela editora Marisco Edições. A obra de estreia é um diário de 80 dias onde Amanda conta como foi estar confinada durante a pandemia em Barcelona, cidade onde mora. Amanda passou pela moda, freelou en español, mas o que não deixa pra trás é seu humor perpicaz através de seus escritos e vídeo-crônicas senão pra dar uns pitacos no intuito de melhorar (ou “piorar” rs) sua vida, ao menos, seu dia. Enquanto seu segundo livro “Surtada porém inteira” (Marisco Edições) não sai, comprem o “RESPIRA” para irem sentindo o ar da escrita de Amanda que promete te contaminar.


poema-prosa de Larissa Xavier

desisti

em ser

“grande escritora literária”

honestamente

não estou a altura

do grande

nem do

literário

sempre fui

escritora

de carreira

solo

aquela que carrega

a escrita

debaixo do braço

como único pertence

e vai indo de

porta em porta

não pra pedir

esmola

mas apenas

pra dizer que

mesmo…


Barbara Rosa é graduada, mestre e doutora em Serviço Social pela UNESP e formada em Filosofia pela UNIFRAN. É a rainha do textão do Instagram @barbararosaescritora, publicando textos feministas, atualmente com 13 mil seguidores. Grande disseminadora da obra de Carolina Maria de Jesus, recentemente publicou a pesquisa-livro “Carolinas, catadoras de sonhos” onde conviveu com catadoras reais e transformou a experiência em estudo literário. Barbara mostra na folha e na vida como se faz uma literatura revolucionária.


Lara, pseudônimo de Larissa Nicolosi, é graduada em Direito e Mestre pela Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP; mediadora de conflitos em situação de desastres socioambientais, ativista, ecofeminista. Publica seus textos no blog larageargi.com intitulado “Nada é inenarrável” e pelo coletivo @vagalumesnobreu. Escreve através de múltiplos narradores que, no fim, soam também como seu pseudônimo, um real-inventado.


você disse que viria.
a felicidade saltou
a tela do celular
e foi direto
no coração
se empolgar.

— vou cozinhar
eu disse.
— estamos combinados!
nós concordamos.
começo eu
os preprativos.

as
unhas foram sendo
roídas
na velocidade da cebola picada
— miúdas

as maçãs do rosto
foram-se colorindo
vermelhas
como molho…


O silêncio veio dizer pra você ter fé que o silêncio-diz […] um poema de Larissa Xavier

O silêncio veio dizer
pra você
ter fé
que o silêncio-diz.

calma,
não me contrarie,
mas foi o silêncio que
me disse
que
tem gente que diz-que não
mas ele insiste
que a todos diz
quando aparecido
o silêncio
se mostra
num vestido
de
instinto.

pra saber-quem
veja-bem,
silêncio
bate o pé
agarra o…


Formada em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo, Carla começou a escrever em blogs, revistas, e sites pessoais em 2012. Mas o que era uma escrita descompromissada, em 2020, passou a ser um estilo literário dotado de robustez e elegância para tratar, impiedosamente bem, de temas atravessantes acerca do feminino. Se tiver estômago fraco não a leia. Ou melhor, leia Carla, sim, ao menos, você estará fortalecendo seu útero.

Carla Guerson se confessando em:

Confesso que não sei quem eu sou. Meu conceito próprio está sempre mudando. Escrevo para me descobrir e para dar vida àquelas que vivem em mim. Tenho encanto pelas pessoas − caminho sem volta — e gosto de ouvir todas as versões. Minha preferida nem sempre é a mais bonita…


Cientista social, mestre, doutora em Antropologia e pós-doutoranda em Letras, Natânia encontrou na ciência que estuda culturas um olhar desprovido de julgamentos. No entanto, só foi na Ficção que conquistou a liberdade para escrever e revelar sobre si mesma e suas histórias que, sobretudo, também partem de um olhar atento. A literatura de Natânia não nos poupa de tocar, inevitavelmente, em nossas profundezas.

Natânia Lopes se confessando em:

Eu confesso que sinto medo de gente, quando são muitos pares de olhos voltados para a minha direção. Sabe-se lá o que veem… e isso pode ser perigoso quando se cruzam uns com os outros, esses olhos e os meus ficam sendo objetos de exame maldoso, ficam sozinhos. …


Uma mapa astral autobiográfico; ou uma tentativa de representar quem-sou-eu. Por Larissa Xavier

Fonte: Hello Giggles

Eu nasci dia 7 de maio. Meu nome, Larissa, tem 7 letras. 7 é número místico; vibra o espiritual, o sagrado, o eterno. 7 dias-da-semana; 7 cores do arco-íris. O vidente-médico garantiu o esoterismo da cesária. minha mãe acertou em se abrir nesta data. Ela, aliás, não me batizou…

Larissa Xavier

Confissões minhas ou alheias @literaturaconfessional. Pra tentativas de invenção em poemas ou narrativas ficcionais @vaga-lumes-no-breu

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